youssefEm depoimento à Justiça Federal do Paraná, o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, ambos colaboradores da operação Lava Jato, negaram ter negociado pagamentos de propina diretamente com o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht.

O doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, foram os primeiros réus a serem interrogados pelo juiz Sérgio Moro no processo contra executivos da Odebrecht. Cada depoimento durou cerca de 40 minutos.

Na condição de colaboradores, eles não puderam ficar em silêncio durante a audiência. Segundo os advogados que acompanharam os depoimentos, Youssef e Costa mantiveram as versões das delações premiadas, confirmando os repasses de propina feitos pela Odebrecht. Mas ambos negaram ter negociado os pagamentos diretamente com o presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht.

O juiz Sérgio Moro chegou a cogitar uma acareação entre os colaboradores caso houvesse contradições nos depoimentos. Mas a idéia foi descartada ainda no início do interrogatório do ex-diretor. De acordo com os advogados que participaram da audiência, não houve pontos conflitantes entre Youssef e Costa.

Nesta quinta-feira, será realizado o depoimento de outro delator da operação Lava Jato: o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco. Os diretores da Odebrecht só serão ouvidos na semana que vem. O presidente da empresa deve ser interrogado no dia 30 de outubro.

O processo, referente à 14ª fase da Lava Jato, tem ao todo 13 réus – denunciados por organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. Após o interrogatório dos acusados, será aberto um prazo para alegações finais do Ministério Público e das defesas – para em seguida – o juiz proferir a sentença.

Segundo as investigações, a Odebrecht integrava o cartel de empreiteiras que fraudavam as licitações da Petrobras – mas com um esquema mais sofisticado para os repasses de propina, com pagamentos feitos no exterior. Somente a construtora teria movimentado R$ 389 milhões no esquema.

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