Foto: Luciana Peña/CBN Maringá
Terrazza Panorâmico

Na terça-feira que vem os servidores da Universidade Estadual de Maringá decidem se continuam ou não em greve. Outras assembleias estão sendo realizadas no estado. Em Guarapuava a paralisação foi suspensa diz o presidente do Sinteemar, José María Marques.

Nesta sexta-feira o comando de greve participou de uma audiência pública sobre a Lei Geral das Universidades. A audiência foi realizada no Restaurante Universitário. A maioria dos professores que participaram da audiência se manifestou contra a LGU. Mesma posição do deputado estadual Arilson Chiorato que compôs a mesa. Ele é de Ourizona, mas foi eleito por Apucarana, e diz ser contra a LGU por entender que a lei trata apenas das questões financeiras envolvendo as universidades públicas.

Sobre a greve, o deputado Arilson disse que a considera justa e que houve avanços, como a retirada do projeto que prevê reajustes salariais de servidores para os próximos 20 anos condicionados à saúde financeira do Estado. E o deputado disse que o projeto de reajuste parcelado da data-base de 2019, chegou à Alep nessa quinta-feira.

A CBN Maringá enviou mensagens aos deputados estaduais de Maringá para saber o que eles pensam sobre a greve e sobre a Lei Geral das Universidades.

O deputado Do Carmo não participou da audiência por problemas de agenda, mas disse que precisa se inteirar de alguns pontos da LGU antes de opinar sobre o projeto. Sobre a greve, o deputado disse vai trabalhar junto ao Estado para que os alunos não sejam mais prejudicados.

O deputado Dr Batista disse que a lei geral precisa de mais debate, mas é boa. Em realação à greve, o deputado disse que vai se reunir hoje à tarde com o reitor.

O deputado Homero Marchese disse que ainda não leu a lei porque o texto não chegou à Alep. Ele diz que é contra a greve. O deputado gostaria que os servidores tivessem reajuste, mas a Secretaria da Fazenda diz que não tem dinheiro para isso. E o processo de reajuste tem que partir do Executivo.

O soldado Adriano José diz que precisa de aprofundar sobre a LGU, mas a princípio vê a proposta “com bons olhos”. O deputado acha que a greve não é o melhor caminho porque os alunos e a sociedade saem perdendo. Ele acredita que a greve é um direito e que os servidores merecem o reajuste, mas neste momento de dificuldades financeiras pelo qual passa o país e o estado, não é a melhor saída.

Repórter Luciana Peña, CBN Maringá