Foto: Divulgação/LEC - Laboratório de Ecologia e Conservação

Nos últimos dias foram várias especulações envolvendo o recuo do mar, manchas que apareceram no oceano, a intensa ressaca registrada nesta semana, além da visita rara de animas pouco comuns na região.

No entanto, tudo o que ocorreu tem explicações científicas. Há alguns dias moradores ficaram assustados com o sumiço do oceano, uma espécie de maré extremamente baixa, o que alterou a paisagem da região.

Teve gente achado que a profecia de que o mar viraria um sertão estava se concretizando. Outros acreditaram que o litoral paranaense seria atingido por um tsunami.

Mas não foi nada disso, segundo o professor de engenharia ambiental da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e doutor em oceanografia, Eduardo Gobbi.

Trata-se de um fenômeno envolvendo centros de alta e baixa pressão, o que forma pequenos ciclones extra topicais. Este tipo de situação, comum na região da America Central, desta vez ocorreu mais para o sul, o que é raro.

Outro fenômeno que mexeu com a comunidade local foi o aparecimento de manchas com uma coloração marrom no oceano.

Muitos acharam que se tratava de um vazamento de óleo. Mas segundo o professor da UFPR, na verdade são algas que se proliferaram de forma mais intensa que o normal.

Provavelmente o fenômeno ocorreu por causa da alteração das condições das marés na costa paranaense.

Além destes fenômenos, a população do litoral paranaense também ficou agitada com a rara visita de animais que vivem próximos da Atártida. No fim do mês passado um pinguim foi observado na Ilha do Mel, e um lobo marinho foi flagrado nas areias do balneário de Canoas, em Pontal do Paraná.

Repórter Fábio Buchmann

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