Está difícil encontrar o imóvel dos sonhos para alugar, aqui em Curitiba. O fenômeno se deve ao excesso de unidades à venda e ao encolhimento do estoque para locação. De acordo com Fernando Prates, que é diretor comercial de uma imobiliária da capital, a maior procura é por apartamentos de até 80 m², com 1 ou 2 quartos, próximos ao Centro. Casas e sobrados, em condomínios fechados de bairros não tão centrais, vêm na sequência, pela questão da taxa de condomínio mais barata e, principalmente, da segurança.         

Mas a restrição na oferta favorece os locadores, que podem ter uma rentabilidade maior do que a atual, com o reajuste dos preços dos aluguéis. Por isso, para Fernando Prates, o momento é mais para alugar do que para vender.

Um levantamento, feito pelo Instituto de Pesquisa do Mercado Imobiliário e Condominial, que é ligado ao Secovi-PR, confirma que o estoque de unidades residenciais para locação em Curitiba continua em queda livre. Em maio, o número de imóveis residenciais ofertados na capital paranaense foi de 6.784 unidades: 2,9% a menos do que o registrado em abril e uma retração de 23,8% na comparação com maio do ano passado.  Metade das opções disponíveis é de apartamentos de 2 ou 3 dormitórios, como explica o vice-presidente de locação do Secovi, Leonardo Baggio.

Segundo Leonardo Baggio, a reposição do estoque depende da retomada do crescimento macroeconômico, que favoreça novos investimentos na área da construção civil.

Repórter Marcelo Ricetti