Luiz Inácio Lula da Silva deixou a Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, em uma escolta policial por volta das 13h30. O trajeto até a Justiça Federal durou cerca de 10 minutos.

Dezenas de apoiadores do ex-presidente se concentraram em uma rua no entorno do prédio da Justiça em solidariedade ao petista.

Os depoimentos tiveram início às 14h. O primeiro a falar foi o pecuarista José Carlos Bumlai, que também é réu na ação penal da Operação Lava Jato, que investiga o recebimento de propina em obras de melhorias no Sitio de Atibaia.

A oitiva de Lula começou por volta das 15h. O ex-presidente é acusado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Além dele, outras 12 pessoas são rés no processo.

O ex-ministro Fernando Haddad visitou Lula antes do interrogatório e afirmou que o petista estudou os depoimentos de outra testemunhas e pessoas investigadas na ação. Além disso, destacou que o ex-presidente está tranqüilo porque as acusações são frágeis.

A presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, senadora Gleisi Hoffmann, foi um pouco mais enérgica nas avaliações. Ela classificou o julgamento como injusto e colocou a culpa no juiz federal Sérgio Moro. Gleisi afirmou que o magistrado não pediu exoneração do cargo e solicitou férias para direcionar o processo para a juíza Gabriela Hardt, que conduz as investigações da Operação Lava Jato no lugar de Moro.

O esquema de segurança no entorno da Justiça Federal foi bem menor que o registrado nas outras duas oitivas de Lula no ano passado. O depoimento desta quarta-feira durou quase três horas. O ex-presidente deixou o prédio da Justiça Federal em escolta policial perto das 18h e seguiu novamente para carceragem da Polícia Federal. Essa foi a primeira vez que Lula saiu do prédio da PF desde que foi preso em abril.

Repórter Francielly Azevedo