Foto: Reprodução/Routers

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou sair da prisão neste 25 de dezembro. Não foi uma tentativa de fuga, tampouco indulto de Natal. A defesa entrou com um pedido na Justiça para soltar o petista, para que ele pudesse comparecer ao funeral de um amigo.

Na manhã desta terça (25), morreu, em São Paulo, um dos advogados de Lula, o ex-deputado federal Luiz Carlos Sigmaringa Seixas. No pedido, a defesa alegou que eles eram amigos íntimos há mais de 30 anos e que, por este motivo, o ex-presidente gostaria de se despedir.

O pedido de soltura foi protocolado no início da tarde, por volta das 14h. Uma hora depois, o juiz plantonista da Justiça Federal, Vicente de Paula Ataíde Junior, negou.

Em seu despacho o magistrado justifica que só seria possível permitir que o petista deixasse a cela, na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, em caso de morte de parentes.

Ataíde Junior baseou a decisão no art. 120 do Código de Execução Penal, que cita que uma das possibilidades em que condenados em regime fechado possam obter permissão para sair da prisão seria o “falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão”.

 

Defensor de Lula

 

Quando o juiz Sergio Moro decretou a prisão de Lula em abril, Sigmaringa foi um dos três negociadores junto à Polícia Federal das tratativas para que o ex-presidente se entregasse. Nos primeiros dias de prisão, visitou quase diariamente o petista na sede da PF. Meses depois, porém, com o agravamento de seu quadro de saúde, o advogado não pode mais vir a Curitiba.

Sigmaringa Seixas morreu aos 74 anos de idade, durante uma cirurgia de transplante de medula, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

Ele ficou conhecido por defender presos políticos e estudantes na ditadura militar. O corpo vai ser sepultado na manhã desta quarta-feira (26), no Cemitério Campo Santo, em Brasília.

 

Segunda tentativa de soltura

 

Em uma semana, esta foi a segunda tentativa da defesa de tirar Lula da prisão. No último dia 19, um outro pedido de soltura foi protocolado na Justiça Federal, em Curitiba, após a decisão monocrática do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, de soltar todos os presos condenados em segunda instância.

No mesmo dia, o presidente do STF, Dias Toffoli, derrubou a decisão.

Repórter Lucian Pichetti