Foto: Geraldo Bubniak / ANPr
Terrazza Panorâmico

Mais de 56% dos trechos das rodovias que cortam o Paraná apresentam problemas, de acordo com um levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgado nesta semana. A pesquisa aponta que 22,4% das estradas paranaenses estão em estado péssimo ou ruim, 33,7% estão regulares e 43,9% em boas ou ótimas condições.

Em relação a sinalização, 40,4% da extensão das rodovias são tidas como regular, ruim ou péssimas. Enquanto 59,6% são ótimas ou boas. O presidente da Federação das Empresas do Transporte de Cargas do Paraná (Fetranspar), Coronel Sérgio Malucelli, explica que as más condições nas rodovias causam estragos nos caminhões, aumento no tempo de viagem e consequentemente o encarecimento do frete, interferindo no preço dos produtos ao consumidor.

O documento também destaca que a geometria é deficitária em 83% das rodovias e que as pistas simples predominam em 80,5%. Falta acostamento em 45,3% dos trechos.

A pesquisa identifica oito pontos críticos no Estado, sendo uma erosão na pista, uma queda de barreira e seis trechos com buracos grandes.

Os dados mostram que o Paraná é um dos estados que mais teve custo com acidentes de trânsito em rodovias, ao lado de Minas Gerais e Santa Catarina. Por aqui, no ano passado, foi gasto R$ 1,04 bilhão. O presidente da Fetranspar conta que os motoristas transitam com insegurança.

Segundo o levantamento, os investimentos necessários para recuperar as rodovias paranaenses, com ações emergenciais, de manutenção e reconstrução, estão na ordem de R$ 1,7 bilhão. Neste ano, o total de recursos autorizados pelo governo federal para infraestrutura rodoviária no Estado é de pouco mais de R$ 460 milhões. Deste valor, foram investidos até setembro R$ 375 milhões, o que equivale a 81%. Malucelli acredita que a solução para a infraestrutura viária precisa ser buscada pelos governos, tanto federal quanto estadual, para impulsionar a economia e ajudar a salvar vidas.

A Confederação Nacional dos Transportes avaliou 6.331 km de rodovias no Paraná.

Repórter Francielly Azevedo