Foto: Reprodução/AEN

Desde o início do ano, até o dia 5 de março, 456 acidentes com escorpiões foram registrados no Paraná. No ano passado, foram registrados 3144 casos, a maioria no Norte, Oeste e Noroeste do Estado. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde (SESA).

Entre as regionais com mais ocorrências estão a de Paranavaí, com 518 casos e a de Maringá com 762 casos, sendo a maioria em Colorado, com 223.

Em Curitiba e em Pinhais também houve ocorrências. Na última semana, a Prefeitura de Curitiba determinou o fechamento do CMEI Dinalva Túlio, em Santa Felicidade, após a mãe de um bebê procurar pelo prefeito Rafael Greca, nas redes sociais, para denunciar que escorpiões foram vistos no local.

Em entrevista à rádio CBN Curitiba, o biólogo do Centro de Controle de Zoonoses da Secretaria da Saúde de Curitiba, Diogo Ferraz, lembrou que o aparecimento de escorpiões na cidade é comum, mas que algumas situações atraem o animal.

A picada de um escorpião causa dor imediata, podendo irradiar para o membro e ser acompanhada de adormecimento, vermelhidão e suor. Podem surgir suor excessivo, agitação, tremores, náuseas, vômitos, salivação excessiva, dentre outros sintomas mais graves.

O biólogo também ressaltou a necessidade de se procurar uma unidade de saúde imediatamente após algum acidente com escorpiões.

Sobre o CMEI Dinalva Túlio, a Prefeitura de Curitiba afirmou que o atendimento foi normalizado nesta segunda-feira (11) e que um escorpião foi encontrado no local.

A nota da administração municipal também apontou que “o CMEI recebeu equipes de limpeza que deixaram o espaço preparado para o atendimento” e que os terrenos no entorno “também passaram por limpeza”.

A nota diz ainda que “a unidade já havia passado por desinsetização em dezembro passado”.

Caso seja encontrado um escorpião em uma residência, a orientação é que ele deve ser capturado ou abatido. No caso de se tentar capturar, o recomendado é utilizar luvas e botas para evitar uma picada e colocar o animal em um pote fechado com tampa, para levá-lo até a SESA para identificação da espécie.

Repórter William Bittar