(Foto: Arquivo / Agência Brasil)

Dos 30 deputados federais paranaenses na Câmara dos Deputados, em Brasília, 25 tentam a reeleição. Dos cinco que não almejam um lugar na Câmara, três vão tentar outras vagas no pleito de 2018: um ao Senado, um quer ser deputado estadual e um tenta o posto de Governador do Paraná. Destes cinco que vão deixar a Câmara dos Deputados, dois têm filhos que pretendem “herdar” a cadeira dos pais em Brasília.

Dos deputados federais paranaenses, apenas dois não vão buscar a reeleição ou outro cargo eletivo em outubro: Dilceu Sperafico (PP) e Nelson Meurer (PP), ambos já no sexto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados.

Na Assembleia Legislativa do Paraná, dos 54 deputados estaduais, 45 buscam permanecer com uma cadeira na Casa de Leis paranaense. Dos nove que não tentam a reeleição, seis são candidatos a outros cargos: cinco para deputado federal e um ao Governo do Estado. Apenas três nomes não figuram na lista dos candidatos deste ano: Fernando Scanavaca (Podemos), Pastor Edson Praczyk (PRB) e Rasca Rodrigues (Podemos).

Além disso, a eleição para deputados federais e estaduais também pode promover mudanças na Câmara dos Vereadores, já que dos 38 parlamentares municipais de Curitiba, 18 tentam uma vaga no pleito de outubro, sendo dois para federal e 16 para estadual.

Conforme o cientista político Bruno Bolognesi, as alterações feitas com a reforma política no ano passado devem ajudar na reeleição de quem já tem algum mandato parlamentar. Já que a criação do chamado Fundo Eleitoral, que vai disponibilizar R$ 1,7 bilhão, deve criar um empecilho para quem almeja um cargo político pela primeira vez.

Bolognesi explica que as legendas já estabeleceram critérios genéricos para a distribuição dos recursos como desempenho em pesquisas e até fidelidade partidária, que deve privilegiar os candidatos que já ocupam uma cadeira política.

O especialista também considera que as novas regras eleitorais, não somente sobre financiamento de campanha, dificultam a possibilidade de políticos novos ingressarem em um cargo eletivo.

Em 2014, a taxa de renovação da Assembleia Legislativa foi de quase 40%. Na época, 33 deputados estaduais que já ocupavam uma vaga no legislativo foram reeleitos. O índice de renovação foi o mesmo para Câmara Federal, com 18 deputados federais reeleitos.

Para Bolognesi a renovação é considerada alta se comparada com outros países, como Estados Unidos, por exemplo. A questão é que ela não aparenta ser tão significativa porque os mesmos nomes políticos ou familiares são eleitos para os distintos cargos. O cientista político avalia que é normal que a renovação aconteça com filhos de políticos que já estavam no poder, por exemplo.

Embora muitos movimentos atuais contra a corrupção usem a máxima de que “política não é profissão”, o especialista discorda e diz que o problema é outro.

Ao fim dos registros das candidaturas, 429 nomes buscam uma vaga na Câmara Federal e 717 para deputado estadual.

Repórter Francielly Azevedo

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