Foto: Luiz Costa /SMCS
Terrazza Panorâmico

Terminaram na manhã desta quinta-feira (08) as ações de limpeza e despiche na Praça 19 de Dezembro, no Centro de Curitiba. A Estátua da Justiça (mulher nua), havia sido alvo de vandalismo e sofreu pichações no final da semana passada.

As equipes promoveram a limpeza de todos os monumentos, incluindo o painel de granito executado em relevo por Erbo Stenzel e Humberto Cozzo, que representa os ciclos econômicos do Estado e, no lado oposto, o painel com desenhos de Poty Lazzarotto em azulejos coloridos.

A limpeza foi feita com produtos próprios para não danificar os monumentos e aplicação de resina antipichação.

A praça conta com um obelisco de pedra, contendo dizeres comemorativos ao centenário da emancipação política do Paraná e uma grande estátua em granito de um homem nu, de autoria dos escultores radicados no Brasil Erbo Stenzel e Humberto Cozzo. Pretendiam os escultores retratar o homem paranaense olhando em direção ao futuro. Vem daí o apelido Praça do Homem Nu

Verificações feitas com uma bússola demonstram que a estátua do Homem Nu olha em direção ao noroeste do Paraná. Um local que marca a vida de muita gente que circula e passa pelo centro, e tem muitas histórias curiosas. Foi inaugurada em 1953, sob a gestão governador Bento Munhoz da Rocha. O presidente da República era Getúlio Vargas.

Pra quem não sabe, a Mulher Nua chegou depois ao local. De autoria dos mesmos escultores, ela ficou escondida durante um tempo. Roberto Panek está na região há mais de 30 anos. A sapataria dele fica em frente à praça. Ele vivenciou toda a operação para que o corpo literalmente escultural da mulher nua não provocasse um choque coletivo na comunidade curitibana. 

Para os padrões da sociedade na época, a escultura era uma afronta, um escândalo, um verdadeiro atentado ao pudor. Durante um período, ficou nos fundos do Palácio Iguaçu, bem na frente de uma cancha de areia onde policiais militares jogavam e jogam futebol até hoje

A Praça tem um vasto conteúdo didático, e é referência. Lucia Oliveira tem um comércio há 19 anos. Quando ela chegou à praça, tirava fotos em frente ao painel de Poty Lazaroto. Ela sempre testemunha com orgulho as excursões de estudantes pela região

Diz a lenda ainda que o destino original da Mulher Nua seria a fachada do TJ-PR, justamente por ela representar a Justiça, mas ela nunca chegou a ir até lá.

Reportagem Fábio Buchmann