Foto: Fábio Buchmann

O projeto de lei foi apresentado no mês de julho na Câmara. É de autoria de três vereadores da chamada bancada evangélica da Casa: Ezequias Barros (PRP), Osias Moraes (PRB) e Thiago Ferro (PSDB).

Os parlamentares justificam a proposta pela necessidade urgente de adotar medidas para prevenir a prática da doutrinação política e ideológica nas escolas. Além disso os parlamentares citam uma suposta usurpação do direito dos pais a que seus filhos recebam educação moral que esteja de acordo com as próprias convicções.

A matéria ainda vai passar por três comissões da Câmara, e não há uma data prevista para votação em plenário. Integrantes do MBL, o Movimento Brasil Livre, marcaram uma série de protestos nesta terça-feira em todo o país.

Em Curitiba, eles se reuniram na Boca Maldita e depois se deslocaram até à Câmara, para apoiar a iniciativa. No entanto, manifestantes organizados pelo SISMMAC, Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba, também marcaram uma manifestação contra o projeto no mesmo local e horário.

Por volta das 08:00, dois carros de som foram posicionados em frente à Câmara. O que se viu e ouviu durante toda a manhã, foi uma espécie de gritaria amplificada. Não era possível entender muita coisa.

A guerra dos trios elétricos durou mais de duas horas. Quando os integrantes do MBL decidiram encerrar o protesto e estavam indo embora, houve pancadaria. Um dos integrantes caiu e levou alguns socos e pontapés. A PM acompanhava tudo à distância. O rapaz se levantou e foi até os policiais denunciando um dos agressores. Seria um estudante menor de idade. Começou um impasse. Um advogado que estava do lado dos manifestantes contrários ao projeto discutiu com um PM sobre a necessidade ou não da presença de um denunciado na delegacia para a confecção do B.O.

Já os estudantes contrários ao projeto também acusaram um membro do MBL de assédio contra duas garotas. O caso também foi denunciado a PM que estava na região.

Logo depois bandeiras usadas pelo MBL foram queimadas. Houve mais focos de confusão. O caminhão de som do Movimento, que já tinha sido desligado, voltou a funcionar com os amplificadores a todo vapor

Apesar de toda a confusão do lado de fora, que só terminou por volta do meio dia, a sessão desta terça transcorreu normalmente na Câmara.

Repórter Fábio Buchmann

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