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O professor Luís Felipe Manvailer, acusado de ter matado a própria esposa, a advogada Tatiana Spitzner, de 29 anos, na madrugada do dia 22 de julho, sob a suspeita de tê-la jogado da sacada do apartamento onde moravam, no Centro de Guarapuava, na região central do estado, teria dito a um psiquiatra que “acha que a esposa pulou da sacada” e que “não lembra o que ocorreu” naquela noite.

As palavras de Manvailer estão em um laudo produzido pelo médico da Secretaria Municipal de Saúde a pedido do Ministério Público do Paraná.

O professor está detido na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG) desde o dia 24 de julho, mas a defesa pede que ele seja transferido para o Complexo Médico Penal, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, com a alegação de que ele “vinha apresentando quadro de depressão profunda nos últimos dias” e “tentou tirar a própria vida com uma lâmina de barbear”. Por este motivo ele precisaria de cuidados psicológicos e psiquiátricos que não poderiam ser oferecidos pela penitenciária atual.

O médico psiquiatra ainda revelou que Manvailer teria dito que “todos já o julgam como se tivesse assassinado a esposa” e que “usou maconha cinco vezes na vida e que neste dia era seu aniversário e havia usado gym, vodka e uísque”. O professor também negou ter consumido drogas naquele dia.

Manvailer também não explicou o motivo de ter tentado limpar as manchas de sangue de Tatiane e de ter tentado fugir para o Paraguai.

Sobre a tentativa de suicídio alegada pela defesa, o laudo também afirma que o professor apresenta uma pequena marca, aparentemente de barbeador no pescoço, mas “sem aparentes riscos para alguém que é formado em Biologia e, deve saber onde e como pode lesionar-se de uma forma fatal”.

Manvailer virou réu no processo que investiga a morte da advogada após a Justiça aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná, ele responderá por homicídio qualificado por motivo torpe, uso de meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e condição do sexo feminino (feminicídio), além de cárcere privado e fraude processual.

Repórter William Bittar