Foto: CBN Curitiba
Terrazza Panorâmico
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A polícia civil deve pedir novos exames para testar a presença de drogas no organismo do estudante de 16 anos morto em uma escola estadual, em outubro.

No dia do crime, o Governo do Estado afirmou que o jovem estava sob efeito de drogas. No entanto, o laudo do Instituto Médico Legal diz o contrário.

De acordo com a polícia, o estudante de 16 anos morreu ao levar uma facada de outro adolescente, dentro da Escola Estadual Santa Felicidade. No momento do crime, o colégio estava ocupado por manifestantes contra a reforma do ensino médio.

Poucas horas depois da morte, o jovem suspeito de ser o autor das facadas foi apreendido. Naquele dia, em coletiva de imprensa, o Secretário de Segurança Pública, Wagner Mesquita, disse que os dois estudantes estavam sob efeito de drogas.

No entanto, o laudo da Polícia Científica é negativo para álcool, cocaína, ecstasy, antidepressivos, tranquilizantes, analgésicos e anticonvulsivantes. O delegado, Fábio Amaro, responsável pelas investigações, afirma que novos exames devem ser feitos para verificar a presença de outras substâncias no organismo da vítima.

De acordo com o delegado, não foi encontrado qualquer tipo de drogas na escola, onde o crime aconteceu. A afirmação do secretário de segurança pública, Wagner Mesquita, sobre o uso de drogas pelos estudantes se baseou no depoimento de testemunhas ouvidas pela polícia antes da coletiva de imprensa. O secretário nega ter sido precipitado.

Após a divulgação do laudo da Polícia Científica, que contraria a tese de que o estudante estaria sob efeito de drogas, a família da vítima quer ser indenizada pelo Estado. O secretário de segurança pública fala que a investigação ainda está em andamento e que o pedido da família vai ser analisado.

Diante das afirmações do delegado e do secretário de segurança pública, o advogado de defesa da família da vítima, Jorge Luiz Fenianos, afirma que mesmo que exames comprovem que o estudante estava sob efeito de drogas o pedido de indenização vai ser mantido.

O delegado Fábio Amaro, responsável pelo caso, não soube dizer quando os exames complementares vão ficar prontos ou quando o inquérito vai ser concluído.

Repórter Ana Krüger

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