Segundo estimativa divulgada pelos organizadores nesta terça-feira (28), o ato de domingo (26) reuniu 60 mil pessoas. Na primeira estimativa, divulgada no domingo à noite por uma das organizadoras, o público estimado era de 200 mil. A Polícia Militar não divulgou a estimativa de público das manifestações.

Os atos foram convocados pelas redes sociais para dois locais, na Boca Maldita e na Praça Santos Andrade, que reuniu mais apoiadores. A concentração começou por volta das 14 horas e de lá os manifestantes caminharam até a Boca Maldita.

O ato foi em apoio ao governo federal, ao pacote anticrime e à Reforma da Previdência. Também teve críticas às Universidades Públicas, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal. Além disso, o projeto Escola Sem Partido, que deve ser votado nesta semana na Assembleia Legislativa do Paraná, foi defendido pelos manifestantes.

Um estudante de jornalismo, que cobria o evento para o Jornal Laboratório da Universidade Federal do Paraná (UFPR) precisou ser escoltado pela Polícia Militar após ser hostilizado pelos manifestantes que apontaram o rapaz como sendo do Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo informações levantadas pela reportagem, no final da tarde, o estudante fez um boletim de ocorrência, na Central de Flagrantes da Polícia Civil.

Há informações de que três jornalistas também teriam sido hostilizados na manifestação. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná informou à CBN Curitiba que está acompanhando estes casos e que os profissionais foram “violentados e censurados”. Segundo nota enviada pelo Sindicato, os repórteres-fotográficos “foram impedidos de cumprirem com sua função, de informar a sociedade, com socos, empurrões e palavrões de manifestantes”.

Na Santos Andrade, os manifestantes retiraram a faixa preta que tinha sido colocada em protestos anteriores, com a frase “Em Defesa da Educação”. No Facebook, o reitor da UFPR, Ricardo Fonseca, lamentou a retirada da faixa do prédio histórico da instituição.

Atualizado Terça-feira às 10 horas