Foto: Divulgação/TCE
Terrazza Panorâmico

Na última terça-feira (9), o Ministério Público do Paraná solicitou ao juiz da 9ª Vara Criminal de Curitiba Fernando Fischer, autorização para vender objetos de grande valor monetário apreendidos nas residências do ex-governador Beto Richa durante a Operação Quadro Negro.

O ex-governador é um dos investigados na Operação Quadro Negro, que apura desvios de recursos na ordem de R$ 20 milhões, para construção e reforma de escolas estaduais. Das três denúncias oferecidas pelo MP, Beto Richa é réu em uma, por obstrução das investigações no curso do processo.

O leiloeiro oficial e bacharel em direito, especialista nas áreas criminal, empresarial e de direito internacional Hélcio Kromberg, diz que há previsão legal para a solicitação emitida pelo Ministério Público.

O documento do Gaeco relaciona dezenas de relógios, canetas e óculos de marcas famosas, além de abotoaduras, correntes, anéis, pulseiras e cintos, obtidos nas apreensões realizadas pelo órgão.

Hélcio Kromberg pontua os casos em que o judiciário encontra respaldo legal para a realização da venda antecipada de bens apreendidos durante o curso das investigações.

O advogado do ex-governador Beto Richa, Guilherme Lucchesi informou com exclusividade à CBN Curitiba que entrará com pedido de impugnação da solicitação de leilão, por considerar abusivo e descabido o pedido. A defesa alega ainda que os objetos apreendidos não sofrem depreciação ao longo do tempo. 

O juiz Fernando Fischer, ainda não proferiu decisão sobre a realização de leilão público dos bens apreendidos nas residências do ex-governador.

Repórter Vanessa Fernandes