Foto: MP-PR
Terrazza Panorâmico

O Ministério Público do Paraná publicou um levantamento sobre o “projeto-piloto Torcida Única” nesta quinta-feira (31), um dia após as polêmicas envolvendo o Atletiba. Segundo o MP, houve redução nas ocorrências de atos de violência entre torcedores e também uma diminuição no efetivo policial nos eventos. Os dados são referentes ao período de maio até 20 de dezembro e foram levantados pela Polícia Militar a pedido da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Curitiba.

O comparativo do período de maio/dezembro de 2017, onde o projeto-piloto ainda não existia, e maio/dezembro de 2018 mostra que a redução no efetivo policial deslocado ao estádio do Athletico 14% menor no ano passado. Em 2017 eram deslocados em média 170 policiais para os jogos na Arena, já em 2018 foram deslocados 151 policiais em média para atender os eventos.

As ocorrências envolvendo conflitos entre torcedores também teve uma leve redução, de 28 confrontos em 2017 o número foi reduzido para 20 em 2018. Em relação às ocorrências envolvendo o patrimônio público, os registros de atos de violência entre torcedores nos terminais e tubos de ônibus da cidade também apresentou redução: foram 132 nos dias de jogos com duas torcidas e 109 nas partidas do projeto-piloto, o que representou uma redução de 17%.

Foram analisados 23 jogos com a presença de duas torcidas (ano de 2017), com um público total de 347.790 pessoas (média de 15.121 por partida) e 22 jogos no formato proposto pelo projeto-piloto (2018), que reuniram um total de 321.032 torcedores (média de 13.958).

Ainda segundo o MP-PR, os objetivos do projeto-piloto são a redução da violência entre as torcidas dentro e fora do estádio, otimizar e reduzir o efetivo policial nas partidas e trazer para dentro do estádio aqueles torcedores que se sentiam inseguros.