Foto: Reprodução Google Street View

Os moradores de Guaraqueçaba, no litoral do Paraná, estão revoltados e fizeram um protesto neste domingo (11) para pedir melhores condições na única estrada que leva ao município e uma solução para o problema de não contar com nenhuma agência bancária na cidade.

Tudo começou na madrugada do dia 10 de janeiro, quando três suspeitos explodiram os dois únicos caixas eletrônicos de uma agência bancária que funcionavam fora do horário comercial. Depois disso, as coisas só pioraram.

No dia 21 de fevereiro, a lotérica Guaraquesorte, única da cidade, encerrou os atendimentos. Os proprietários afirmaram que estão enfrentando problemas internos e de negociação com a Caixa Econômica Federal devido aos últimos acontecimentos da cidade.

Por telefone, os proprietários não gravaram entrevista, mas afirmaram que os trabalhos foram retomados na última semana. Mesmo com a reabertura, foi feita uma alteração. Por conta da alta demanda, existe um limite para o recebimento de valores e o transporte do dinheiro para Paranaguá se tornou um risco, já que tem que ser feito pelos próprios funcionários da lotérica.

Além disso, a agência do Itaú, que foi alvo dos assaltantes, não reabriu mais e apenas comunicou que ‘por uma decisão comercial’ optou por fechar a agência e transferir a conta dos moradores de Guaraqueçaba para Paranaguá. O problema é que para chegar até Paranaguá, as pessoas precisam enfrentar três horas de barco ou as péssimas condições da PR-405.

Durante a manifestação deste domingo, o padre da cidade, Leocádio Vytkowski, lembrou que a população está abandonada.

Considerado um líder da comunidade, o padre afirmou que a situação da cidade está cada vez pior e que o poder público esqueceu os moradores de Guaraqueçaba.

O empresário Munir Martins tem uma pousada em Guaraqueçaba há 9 anos. Ele lamenta a falta de preocupação do poder público com a cidade e já não sabe quanto tempo vai conseguir manter o empreendimento.

Procurado pela equipe de reportagem da CBN Curitiba para falar sobre a rodovia que leva ao município, o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), informou que ‘a viabilidade de pavimentar a PR-405 é um tema que foi discutido amplamente por técnicos e engenheiros do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) junto a diversas representações políticas, entidades ambientais e sociais’ e que ‘é consenso que hoje há um grande conflito de ideias e opiniões a respeito da execução desta obra, com vários defensores tanto contra quanto a favor do asfaltamento’.

Portanto, ‘o entendimento da gestão, ao colocar na balança os benefícios sociais x impactos ambientais, é de manter a rodovia nas condições atuais, realizando periodicamente serviços de manutenção no trecho, e trabalhando paralelamente em alternativas para melhorar a acessibilidade ao município e as condições de vida da população local’.

Repórter William Bittar

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