Foto: William Bittar

Os moradores do entorno da Superintendência da Polícia Federal, no bairro Santa Cândida, fizeram cercos nos jardins e calçadas em frente das casas para evitar novos acampamentos dos movimentos favoráveis ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com a retirada das barracas e das tendas, eles acreditam que aos poucos a rotina vai se normalizando depois que um termo de acordo entre órgãos do governo estadual, da Prefeitura de Curitiba e os representantes dos movimentos foi assinado para a desocupação das ruas próximas da Polícia Federal.

O aposentado Athayde Carlos da Silveira reclama que acordava todas as manhãs preocupado com a presença dos manifestantes e fala que a retirada dos banheiros químicos da frente da casa foi um alívio.

Agora os manifestantes realizam apenas os atos diários, que devem ser encerrados até às sete e meia da noite, depois disso, os movimentos se organizam para fazer vigílias nas tendas que foram autorizadas a permanecer para continuidade das ações dos militantes.

O vigilante Junior César da Costa afirma que tem mais tranquilidade, mas que por segurança, leva a esposa até o ponto de ônibus todas as manhãs.

Nos últimos dias, os movimentos alugaram três terrenos particulares para transferir as barracas, mas apenas um deles é utilizado. Por opção, um deles foi desocupado e um ainda não foi procurado para ocupação. Além disso, o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, mas que fica próximo da Polícia Federal, também recebeu pessoas dos movimentos.

Repórter William Bittar

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