Foto: Jaelson Lucas/SMCS
Terrazza Panorâmico

A desativação de um módulo da Guarda Municipal no Cemitério do Água Verde está gerando muita preocupação aos moradores e comerciantes da região. Eles reivindicam o retorno dos guardas no local, o que garantia um pouco mais de segurança no entorno do cemitério.

Conforme relatos de quem passa sempre por ali, desde que a Guarda Municipal saiu, aumentou o número de furtos, abordagem a pessoas e arrombamentos. Também cresceu a presença de moradores de rua, que inclusive aproveitam as marquises da fachada do cemitério para abrigo.

Paulo Roberto Goldbaum Santos, consultor de segurança do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do Água Verde, aponta que a região também registra uma grande circulação de pessoas, inclusive devido à proximidade de bancos e supermercados. De acordo com ele, o risco é grande inclusive para quem participa de velórios no cemitério.

Além disto, Paulo Roberto afirma que existe o receio do retorno dos furtos e roubos dentro do cemitério.

O comerciante Zegmundo Winiarski comenta que a criminalidade na praça do Cemitério do Água Verde e no entorno já está assustando os clientes. Para ele, a presença da Guarda Municipal inibia a ação de pessoas suspeitas.

O empresário relata o motivo apresentado para que o módulo da Guarda Municipal saísse do cemitério.

Diante do crescimento no número de ocorrências, moradores e comerciantes do Água Verde se mobilizam para a volta do efetivo da Guarda Municipal no cemitério. Entre as propostas está a reforma de um espaço para abrigar os guardas municipais, segundo Paulo Roberto Goldbaum, do Conseg. A população está disposta a arcar com os custos da obra.

Zegmundo Winiarski entregou nesta quarta-feira uma nota sobre a situação à Urbanização de Curitiba, a Urbs, que controla a ocupação das lojas que ficam nas dependências do Cemitério Municipal do Água Verde. Ele disse que esta é mais uma tentativa de chamar atenção do poder público para o caso.

A Prefeitura de Curitiba, após ser procurada pela reportagem da CBN, informou que as condições de trabalho do módulo eram insalubres e, por isso, foi interditado pelo Ministério do Trabalho no ano passado. Ainda de acordo com a prefeitura, atualmente, a Guarda Municipal faz patrulhamento a pé dentro e fora do cemitério e rondas com viaturas no entorno.

A prefeitura de Curitiba ainda divulgou que está em estudo a implantação de outro módulo fixo porque não há espaço para reformar as antigas instalações.

Repórter Joyce Carvalho

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