Foto: Agência Brasil / arquivo
Terrazza Panorâmico

O juiz federal Sérgio Moro adiou o depoimento do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB/RJ), para depois do segundo turno das eleições. Cunha é investigado na Operação Lava Jato e será ouvido no dia 31 de outubro às 14h. O segundo turno das eleições está previsto para o dia 28 de outubro.

Inicialmente, o ex-deputado seria ouvido nesta quarta-feira (3), mas segundo o despacho de Moro, a defesa do ex-deputado argumenta que os quesitos complementares formulados ainda não foram respondidos pelo perito e, igualmente, “que o interrogatório do acusado pode ser utilizado para prejudicar a campanha de sua filha, Danielle Cunha, para o cargo de Deputada Federal pelo partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB)”.

Na decisão da 13ª Vara Federal de Curitiba, o juiz Sérgio Moro intima o delegado da Polícia Federal Felipe Hideo Hayashi “para que esclareça quanto à apresentação do laudo complementar” após o fim do prazo de 15 dias para apresentação dos quesitos complementares.

Cunha foi acusado em 2016 após denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República por crimes de lavagem de dinheiro em contratos de fornecimento dos navios-sonda Petrobrás 10.000 e Vitória 10.000.

O pedido de investigação foi baseado em informações sobre contas na Suíça atribuídas a Cunha.

Na ocasião, o Ministério Público da Suíça enviou ao Brasil documentos que mostram a origem do dinheiro encontrado nas contas atribuídas a Cunha. De acordo com os investigadores da Lava Jato, os valores, que não foram divulgados, podem ser fruto do recebimento de propina em um contrato da Petrobras na compra de um campo de petróleo em Benin, na África, avaliado em mais de US$ 34 milhões.

Repórter William Bittar

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