Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações da Operação Lava Jato em primeira instância, determinou nesta segunda-feira (19) a prisão do ex-presidente da Engevix, Gerson Almada. Em dezembro de 2015, Almada foi condenado, em primeira instância, a 19 anos de prisão pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em 2017, o Tribunal Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, negou um recurso da defesa do ex-presidente da Engevix e ainda aumentou a pena de Almada para 34 anos e 20 dias de reclusão, além de 681 dias de multa, no valor de cinco salários mínimos.

No despacho Moro afirma que “tratando-se de crimes de gravidade, inclusive grande corrupção e lavagem de dinheiro, a execução após a condenação em segundo grau impõe-se sob pena de dar causa a processos sem fim e, na prática, a impunidade de sérias condutas criminais”, diz o magistrado.

De acordo com Moro, Almada deve se apresentar à carceragem da Polícia Federal em Curitiba nesta terça-feira (20). Em seguida, ele será encaminhado ao Complexo Médico Penal de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, na ala reservada aos presos da Operação Lava Jato.

Almada entrou com um recurso especial ao Superior Tribunal de Justiça. O recurso não tem efeito suspensivo e ainda não foi processado pelo STJ.

No documento desta segunda-feira, que determina a execução da pena, Moro relata que foi provado que a empreiteira Engevix Engenharia destinou mais de R$ 15 milhões e 247 mil de vantagem indevida à Diretoria de Abastecimento da Petrobras comandada por Paulo Roberto Costa, em troca de contratos para execução de obras.

As condenações do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, do operador financeiro Carlos Alberto Costa e do ex-funcionário de Alberto Youssef, Waldomiro de Oliveira, aconteceram no âmbito desta mesma ação penal.

Repórter Francielly Azevedo

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