Foto: Agência Brasil
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A pedido da defesa do ex-ministro Antônio Palocci, o juiz Sérgio Moro determinou a realização de novos interrogatórios de sete colaboradores da Odebrecht, que também são réus na ação contra Palocci. A audiência foi marcada para o dia 05 de maio, incluindo depoimento do ex-presidente da empresa, Marcelo Odebrecht. O juiz pediu que a defesa de Palocci informe se há necessidade de interrogar os sete delatores ou se alguns podem ser dispensados.

Moro também pediu para o Ministério Público Federal anexar ao processo, em até cinco dias, a parte das delações dos executivos que tem relação com a denúncia em questão. Mais uma vez, o juiz atendeu a um pedido da defesa de Palocci. Agora que as delações não estão mais sob sigilo no Supremo Tribunal Federal, o conteúdo pode ser compartilhado na ação que tramita em Curitiba.

O processo apura se o ex-ministro atuou para beneficiar a Odebrecht na assinatura de um grande contrato com a Petrobras. Em contrapartida, a empresa teria repassado R$ 128 milhões em propina ao PT. Nas planilhas de repasses ilícitos da construtora, segundo os colaboradores, Palocci tinha o codinome de “Italiano”. Havia até uma planilha chamada “programa especial Italiano’, que seriam valores destinados apenas ao ex-ministro, como relatou Marcelo Odebrecht em depoimento a Moro no dia 12 de abril.

Também em depoimento a Moro na semana passada, Palocci negou ter recebido valores ilícitos da Odebrecht e disse que tinha apenas relações profissionais com a empreiteira. Palocci também negou ter pedido que a empresa pagasse propina ou caixa 2 para o PT.

No mesmo despacho, Moro revelou que ainda não recebeu do STF os inquéritos baseados nas delações da Odebrecht que devem ser conduzidos em primeira instância por não terem investigados com prerrogativa de foro. Ao todo, 38 petições devem ser enviadas à Justiça Federal do Paraná, segundo decisão do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo. Moro citou quatro petições, com menções a supostas irregularidades praticadas por Palocci, e que ainda não chegaram às mãos do juiz.

Repórter Tabata Vipiana

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