Foto: EBC

José Antonio de Jesus foi preso nesta terça (21) durante a Operação Sothis, etapa mais recente da Lava Jato. Ele é acusado de comandar um esquema que desviou R$ 7 milhões de contratos da Transpetro com a empresa NM Engenharia.

Conforme as investigações, a solicitação de propina partiu do próprio ex-gerente, que inicialmente pediu 1% do valor dos contratos, mas o acerto final ficou em 0,5%.

A empreiteira, que possuiu contratos que somaram R$ 1,5 bilhão, teria repassado vantagens ao ex-gerente de modo a garantir a obtenção e a manutenção dos mesmos junto à subsidiária da Petrobras.

Os indícios são de que parte desse dinheiro ficou com o próprio ex-gerente e a outra teria sido destinada ao Partido dos Trabalhadores, que nega qualquer irregularidade.

Conforme o despacho que definiu pela prisão preventiva (ou seja, sem prazo para soltura), existe boa prova de materialidade e de autoria dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa, também risco à ordem pública e à aplicação da lei penal, por causa da prática reiterada dos crimes e com o risco de desaparecimento de ativos para confisco e reparação dos prejuízos provocados.

Moro também cita na decisão a possibilidade concreta de fuga, o que torna “forçoso reconhecer a presença de fundamentos da prisão preventiva”.

O juiz ainda afirma ser inviável a substituição dela por medidas cautelares alternativas, conforme havia solicitado a defesa do ex-gerente.

Com a decisão não há prazo para que José Antonio de Jesus deixe a carceragem da PF em Curitiba.

Repórter Cristina Seciuk

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