Foto: Agência Brasil / arquivo
Terrazza Panorâmico

O juiz Sérgio Moro negou ontem um pedido feita pelo defesa do ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, para que ele não fosse transportado de camburão do Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Grande Curitiba, até o prédio da Justiça Federal no bairro Ahú.

Eduardo Cunha tem depoimento marcado para a tarde desta quarta-feira (31). Os advogados solicitaram que Cunha fosse em um veículo policial, sentado em um dos bancos, e não na traseira do camburão da PF.

Sérgio Moro justificou a negativa em nota. Segundo o juiz, “Diante da nova reclamação, este julgador realizou inspeção no veículo e pôde constatar que existe um banco com acolchoamento e cinto de segurança.

De fato, o transporte no local não é totalmente confortável, mas está longe de causar sofrimento ou de ser indigno ao transportado. Entendo que, com todo o respeito ao ex-Deputado, as condições, embora não sejam ideais, são adequadas, considerando as limitações de recursos das forças de segurança.

Não há como exigir que o transporte do ex-Deputado ocorra sempre com van ou admitir que ele seja transportado, com violação dos protocolos de segurança, sentado no meio dos agentes munidos de armas.

Então é o que se dispõem para a escolta, sendo de se observar que o acusado já foi condenado criminalmente por outro processo, em duas instâncias

Moro também se manifestou sobre o pedido da defesa de Cunha para ter contato pessoal e reservado com seu cliente por três horas antes do interrogatório.

Moro reforçou que o depoimento seria em 14 de setembro, e que, em agosto, o magistrado já havia autorizado o contato pessoal e sem parlatório entre o réu e os advogados, havendo, assim “inúmeras oportunidades para conversar reservadamente, garantindo-se, assim, ampla defesa”. Moro determinou que a defesa solicite o novo contato diretamente à autoridade responsável pelo estabelecimento prisional (O Departamento Penitenciário do Paraná) a quem caberá decidir.

Repórter Fabio Buchmann