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A advogada Tatiane Spitzner, de 23 anos, foi encontrada morta dentro do prédio onde morava, na região central de Guarapuava, na madrugada do dia 22 de julho do ano passado. O marido dela, o biólogo Luiz Felipe Manvalier, foi preso no mesmo dia, após sofrer um acidente de carro enquanto tentava fugir para o Paraguai.

Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), a jovem foi morta dentro do apartamento onde o casal morava e depois teve o corpo arremessado pelo marido pela sacada do quarto andar para tentar simular um suicídio.

Imagens de câmeras de segurança mostraram os minutos que antecederam a morte de Tatiane. Dentro do carro, na garagem do edifício e dentro do elevador, a advogada é agredida várias vezes pelo companheiro.

Logo após a morte, Manvailer retira o corpo da esposa da parte da frente do prédio e leva para dentro do apartamento, onde ainda troca de roupa e tenta limpar o sangue do elevador antes de fugir com o carro do casal.

Em agosto do ano passado, a irmã de Tatiane, Luana Spitzner, conversou com a CBN Curitiba e deu detalhes da rotina da advogada, desde quando ela conheceu Manvailer até minutos antes da morte.

Ela participava da mesma festa em que o casal estava na noite que antecedeu a morte de Tatiane.

À CBN Curitiba, a irmã mais nova da advogada, contou que o professor não conversou com a esposa durante toda a festa. Enquanto ela se divertia com os amigos, ele ficava isolado, apenas mexendo no celular. Um amigo ainda o tentou levar para perto da advogada, mas ele se recusou, mesmo assim, os dois saíram juntos, entraram no carro e essa foi a última vez que Luana conversou com a irmã.

Em março deste ano, Manvailer foi interrogado pela Justiça pela primeira vez. Ele afirmou que não matou a esposa e que ela se jogou da sacada.

O biólogo foi denunciado por homicídio qualificado por motivo torpe, uso de meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e condição do sexo feminino (feminicídio), além de cárcere privado e fraude processual.

A juíza Paola Gonçalves Mancini de Lima, da 2ª Vara Criminal de Guarapuava, responsável pelo julgamento, retirou o crime de cárcere privado, mas, na última semana, encaminhou todos os recursos, tanto da defesa, quanto da acusação, para apreciação e decisão do Tribunal de Justiça do Paraná.

Repórter William Bittar