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Terrazza Panorâmico

A Polícia Civil concluiu o inquérito que apura a morte do policial militar Lukas Raffael Gasparin Brandt, de 28 anos, em julho deste ano. Segundo o relatório do delegado de São José dos Pinhais, Amadeu Trevisan, o motorista do caminhão que atropelou o policial, “assumiu o risco de produzir o resultado”, pois ao que tudo indica, “além de ter ingerido bebida alcoólica, trafegava na pista contrária, estava em velocidade excessiva e se evadiu do local do acidente sem prestar socorro à vítima”.

Joel Bin, de 44 anos, foi indiciado por homicídio com dolo eventual, quando há a intenção de matar.

Lukas Brandt foi morto logo após sair do batalhão onde trabalhava. Ele foi atingido pelo caminhoneiro que, segundo a Polícia Militar, invadiu a pista contrária da Alameda Arpo, no Jardim Cruzeiro. O motorista fugiu sem prestar atendimento à vítima. Imagens de câmeras de segurança da região registraram o momento em que o policial foi atingido.

No relatório, o delegado afirma que “o primeiro defensor que representou o acusado confessou para a imprensa que Joel havia ingerido bebida alcoólica e que estava sob efeito de remédios no momento do crime”.

Em nota divulgada à imprensa após os fatos, a defesa constituída de Joel Bin afirmou que o advogado que compareceu com o motorista na delegacia “nunca o representou” e que “o Sr. Bin nunca fez uso de medicamentos controlados, muito menos afirmou estar bêbado no momento da tragédia”.

Além disso, o delegado usou no inquérito policial as palavras da esposa do motorista que foi abordada por policiais militas em casa, no dia do atropelamento. Em um vídeo gravado pelos policiais, ela afirmou que o motorista chegou em casa embriagado e “não conseguia nem falar”.

No entanto, em depoimento à Polícia Civil, ela mudou a versão. Segundo a defesa, a mulher ficou acuada com a presença dos policiais e só falou que o marido tinha bebido porque tinha medo que os policiais o matassem, já que eram colegas da vítima.

Sobre o encerramento do inquérito, a defesa do motorista do caminhão não quis se manifestar. Joel Bin responde ao processo em liberdade e o Ministério Público do Paraná (MPPR) deve decidir se oferece ou não denúncia contra o motorista.

Repórter William Bittar