Foto: Reprodução/Facebook Uber

De acordo a Prefeitura, Curitiba tem 12 mil motoristas cadastrados no sistema de aplicativos de transporte compartilhado.

O ponto principal debatido na audiência pública feita na Câmara Municipal sobre essas ferramentas de transporte foi a segurança, principalmente dos motoristas.

Segundo o presidente da União Nacional dos Motoristas de Aplicativos (UNMA), Adriano Orosco, os profissionais sofrem com a falta de assistência das plataformas digitais.

Em setembro de 2017, Suad Ribeiro perdeu o filho, Alex Ribeiro, de 28 anos, assassinado enquanto trabalhava para um aplicativo de transporte.

Ela conta que assim que percebeu o sumiço de Alex procurou a empresa para tentar saber informações sobre a última corrida dele, mas que não teve sucesso.

Além das questões de segurança, os motoristas levaram reivindicações sobre vagas de embarque e desembarque na rodoferroviária e flexibilização nas multas quando param em fila dupla.

Conforme a Superintendente de Trânsito de Curitiba, Rosangela Batistella, as alterações nas vagas de estacionamento serão estudadas. No entanto, as prerrogativas para burlar as leis de trânsito são inviáveis.

Atualmente, a prefeitura regulamenta o funcionamento de aplicativos e as condições dos veículos. Mas, segundo o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, o decreto não define regras para o controle de segurança dentro das plataformas digitais.

A audiência pública foi proposta pelo vereador Bruno Pessutti (PSD). Para o parlamentar, a ideia é colher as demandas e transforma-las em legislações que facilitem as rotinas de passageiros e motoristas.

Segundo a Câmara Municipal, as empresas de aplicativos de transporte não estiveram presentes na reunião para, com a justificativa de que queriam dar mais liberdade para as reclamações dos motoristas.

Repórter Francielly Azevedo