Foto: Cesar Brustolin/SMCS

Um ato para reivindicar a instalação de câmeras dentro dos ônibus do transporte coletivo. O protesto dos motoristas e cobradores de Curitiba e região é nesta quarta-feira (20), data que marca o fim do chamado “Setembro de Luto”, um mês de manifestações por mais segurança para os trabalhadores. De acordo com o diretor do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus (Sindimoc) Rogério Campos, vai ser uma caminhada.

De acordo com o diretor do Sindimoc, não vai haver paralisação no transporte durante o ato.

Na reunião desta terça-feira, às 16h, também vai ser definido se motoristas e cobradores de ônibus cruzam ou não os braços a partir de quinta-feira (21). Segundo o diretor do Sindimoc a greve geral é uma possibilidade, mas precisa ser comunicada à prefeitura 72 horas antes do início da paralisação.

Conforme a Urbanização de Curitiba (Urbs), foram 976 ocorrências de roubo em ônibus e em estações tubo na capital paranaense, de janeiro a julho de 2017. Os casos mais violentos terminaram com a morte de dois trabalhadores. No dia 1º de setembro, um cobrador foi baleado dentro do ônibus em que trabalhava. Ele não resistiu aos ferimentos. Já em julho, um motorista foi morto durante um arrastão em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. Foi na BR-116.

A Urbs informou também que, de janeiro ao dia 11 de setembro, foram registrados 41 casos de abuso sexual em coletivos e 26 de atos obscenos. 18 pessoas foram detidas.

Para garantir mais segurança aos motoristas e cobradores, o Sindimoc reivindica a instalação de câmeras em todos os veículos com monitoramento 24 horas, a criação da Delegacia Especializada em Crimes no Transporte Coletivo e o retorno do Grupo Tático Velado da Guarda Municipal nos ônibus.

A falta de segurança no transporte público da cidade foi debatida no dia 15, em uma audiência convocada pela Comissão de Direitos Humanos, Defesa da Cidadania e Segurança.

Enquanto o sindicato que representa os trabalhadores cobra a instalação de câmeras, a Urbs afirma que já conta com 500 câmeras de monitoramento em terminais do transporte coletivo e estações-tubo, conectadas 24 horas ao Centro de Controle de Operação da Polícia Militar e que os ônibus da frota das linhas urbanas contam com botão de pânico.

O acionamento pode ser feito pelo motorista ou cobrador em caso de emergência. Quando acionado o sistema alerta o Centro de Controle e também as empresas de ônibus.

Já as empresas de ônibus de Curitiba e Região Metropolitana afirmam que realizam um mapeamento das linhas e estações-tubo mais assaltadas e repassam essas informações aos órgãos competentes para que eles possam agir nos locais com mais incidência de roubos.

Repórter Lucian Pichetti

Deixe uma mensagem