Foto: William Bittar
Terrazza Panorâmico

Com 57 quilômetros de extensão, começando na BR-277, no bairro Orleans, próximo ao posto da Polícia Rodoviária Federal e terminando na BR-116, na altura do trevo da Ceasa, o Contorno Sul acumula problemas no asfalto e reclamações dos motoristas e pedestres que circulam pelo trecho.

Todos os dias, cerca de 50 mil veículos trafegam nos dois sentidos da rodovia e 30% desse movimento é de caminhões e ônibus.

No último domingo (2), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) cobriu provisoriamente buracos de um trecho da rodovia, mas isso não é o suficiente, até porque as chuvas dos últimos dias também atrapalham.

O Elias Pereira da Silva é representante comercial. Na manhã desta quarta-feira (5) ele já circulava pelo trecho e relatou os perigos dos buracos que precisa desviar todos os dias.

O ouvinte da rádio CBN Curitiba, Leonardo Souza Lopes, passa pela região todos os dias para trabalhar. Ele é motorista de ônibus e pede melhorias urgentes para a região.

E não são apenas os motoristas que são prejudicados. Os pedestres também sofrem para passar pelo local.

O Atílio Ferreira mora no Jardim Gabineto, bem próximo ao Contorno Sul. Ele diz que precisa ser atleta para conseguir atravessar a rodovia.

O Romilton Souza é motorista de ônibus e também mora próximo ao Contorno Sul. Ele ressalta a falta de passarelas e diz que precisa andar muito até conseguir encontrar um lugar mais fácil para conseguir atravessar.

Em 2013, ainda na gestão do ex-prefeito Gustavo Fruet (PDT), um projeto para revitalização do pavimento foi entregue ao Governo Federal, incluindo a pavimentação dos 57 quilômetros, três pistas para cada lado, faixa de segurança ao centro, acostamento, via marginal com calçadas, passarelas e ciclovias.

Em maio de 2014, o governo chegou a anunciar que a obra seria incluída no PAC (Projeto de Aceleração do Crescimento) para a capital paranaense.

Na época, foi informado que o edital da obra seria lançado em agosto daquele ano, com custo estimado em R$ 400 milhões, mas por conta das crises política e econômica, ele nem saiu do papel.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) responsável pela administração do trecho, se posicionou por meio de nota.

Segundo o DNIT: “O pavimento se encontra com trincas e nos períodos de chuvas muito intensas e acrescentado-se a isso o alto fluxo de veículos, abrem-se buracos no pavimento pelo descolamentos de placas de concreto asfáltico que se encontram com trincas”.

Sobre os próximos passos para melhorar a situação, o órgão falou que “Os buracos estão sendo tapados imediatamente após a equipe de manutenção verificar o problema, como também temos programa de recuperação nos locais onde há maior incidência de trincas. Neste caso do km 597, o buraco foi tapado (emergencialmente) no final de semana, mas devido a quantidade de chuvas, o buraco abriu parcialmente de novo. A empresa contratada está tomando providências para fazer o tapa buraco. Além disso, com a melhora do tempo o serviço será executado com mistura asfáltica a quente (de maior durabilidade) e serão iniciados serviços de maior porte no Contorno Sul de Curitiba, com segmentos de maior extensão de correções de defeitos, com mistura asfáltica a quente. Isto evitará o surgimento de novos buracos”.

O DNIT ainda afirma que “o buraco relatado não é comum. Só abriu por causa das chuvas muito intensas e prolongadas dos últimos dias. Se não tivesse chovido na semana passada um grande trabalho de correção dos defeitos teria sido executado com concreto asfáltico (mistura asfáltica a quente)”.

Repórter William Bittar