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O Ministério Público Federal entrou com uma ação por improbidade administrativa contra o deputado federal paranaense e ex-ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP) e a empresa Global Gestão em Saúde.

A acusação é de favorecimento de empresas, inobservância da legislação administrativa, de licitações e sanitária, prejuízo ao patrimônio público, além do descumprimento de centenas de decisões judiciais.

Segundo a denúncia, irregularidades na compra de medicamentos utilizados no tratamento de doenças raras, teriam provocado a morte de pacientes.

De acordo com o MPF, as empresas favorecidas não tinham histórico de fornecimento de medicamentos à Administração Pública. Devido a essas irregularidades, por vários meses, houve desabastecimento desses remédios para centenas de pacientes beneficiários de ordens judiciais, o que contribuiu para o agravamento de seus quadros de saúde.

Segundo a denúncia, isto teria provocado a morte de pelo menos 14 pacientes. As investigações apontaram que o favorecimento das empresas partiu do ex-ministro Ricardo Barros, que determinou que todos os processos de compra por ordem judicial passassem por seu crivo direto.

O MP pediu o bloqueio de bens do ex-ministro no valor aproximado de R$ 20 milhões. Além disso, solicita que os acusados de envolvimento no esquema percam a função pública e tenham os direitos políticos suspensos.

Ricardo Barros comentou o assunto. Segundo ele, há formação de cartel por parte de alguns laboratórios que fornecem medicamentos para o governo federal. Barros garante que está pagando o preço por lutar contra grandes interesses, e que o MP deveria agir contra este tipo de oligopólio

Ricardo barros fez um balanço da economia gerada enquanto ele comandou o Ministério da Saúde.

Em entrevista à CBN Brasília, Ricardo barros disse ainda que a denúncia é antiga, e que veio à tona agora depois que ele anunciou as pretensões de disputar a presidência da Câmara Federal.

Repórter Fabio Buchmann