Foto: Appa
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Vinte e dois servidores  que trabalhavam no pátio de triagem e no setor administrativo da APPA, nenhum deles em cargo de chefia, foram denunciados pelo Ministério Público.

A maioria foi demitida antes mesmo das denúncias serem oferecidas à Justiça, depois que o MP pediu à Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina que instaurasse uma investigação interna.

O promotor Leonardo Busatto explica que o número de envolvidos no esquema dos dedos de silicone pode chegar a  100.

As denúncias foram oferecidas quase 3 anos após o cumprimento dos mandados de busca e apreensão na zona portuária de Paranaguá. Em fevereiro de 2014, agentes da polícia federal encontraram 23 moldes de dedos de silicone que, segundo a promotoria, eram usados pra burlar o ponto eletrônico de presença na APPA. Durante a investigação, cerca de 30 pessoas foram ouvidas, fichas pontos dos funcionários  analisadas. Imagens do circuito interno também foram anexadas ao inquérito.  O promotor diz , no entanto, que outros vídeos desapareceram pra, segundo ele, ocultar o envolvimento de mais gente no esquema .

O Ministério Público diz que o grupo fraudou o ponto eletrônico de presença durante os  6 meses que antecederam a varredura na APPA pelos agentes federais.

O promotor conta como os acusados agiam

O promotor é taxativo: havia uma quadrilha organizada trabalhando nos Portos do Estado. E atenta para a ausência de fiscalização, facilitando a vida dos donos dos dedos de silicone.

Os denunciados terão tempo para se defenderem das acusações de estelionato e formação de quadrilha. Se condenados, podem pegar até 8 anos de prisão e terão que devolver os salários recebidos por dias de serviço não trabalhados –  valores que ainda não foram contabilizados.

Em nota, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina informou que assim que o caso veio à tona , instaurou um processo administrativo que resultou na demissão de 15 empregados . Outros procedimentos internos de investigação ainda estão em curso, em fase de contraditório.

A APPA diz que também que levou a situação ao Ministério Público Federal.

 

Repórter Andressa Tavares

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