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O Ministério Público Eleitoral no Paraná protocolou, nesta segunda-feira (7), uma representação contra Fernando Francischini (PSL), eleito deputado estadual com a maior votação da história do Paraná, pedindo a cassação do diploma por captação e gasto ilícito de recursos durante sua campanha.

No julgamento das contas da campanha de Francischini, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) constatou graves irregularidades, se posicionando pela desaprovação das contas do deputado eleito.

Da análise das contas do candidato, verificou-se a existência de gastos de campanha não quitados, dentre os quais se inclui um jantar promovido em um restaurante no bairro Santa Felicidade, no valor de R$ 74.290,00.

De acordo com o entendimento do TRE-PR, esse tipo de evento viola a legislação eleitoral, que desde 2006 proíbe a produção ou patrocínio de espetáculos ou eventos promocionais de candidaturas.

Essa não é a primeira vez que o Ministério Público Eleitoral no Paraná pede a cassação de Francischini. Em novembro de 2018, a Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná pediu a abertura de investigação judicial contra ele devido a um vídeo ao vivo feito pelo político em suas redes sociais no dia da eleição, 7 de outubro. No vídeo, Francischini acusava que algumas urnas eletrônicas de Curitiba foram fraudadas.

Fernando Franciscini

Em nota, o deputado eleito disse que denunciou “suspeitas de irregularidades graves apontadas por eleitores nas urnas eletrônicas nas eleições” e que o “TRE-PR cumpriu bem seu dever legal: fez as auditorias devidas que, para finalização, ainda aguardam o encaminhamento dos Códigos Fonte pelo TSE”.

Ele ainda apontou que a Procuradora Regional, Dra. Eloisa Helena Machado, está “se utilizando de seu cargo e função” para pedir a cassação do mandato. Além disso, afirmou que isso é “inconstitucional e ilegal, e um verdadeiro abuso de poder”.

Sobre a recente situação de captação e gasto ilícito de recursos, Francischini disse apenas que os eventos de coordenação de campanha foram todos declarados. Ele afirmou ainda que os “quinze minutos de fama em cima do deputado mais votado da história do Paraná acabarão em alguns dias”.

Repórter William Bittar