Foto: Jaelson Lucas / ANPr

O Ministério Público Eleitoral (MPE) recomendou que o registro de candidatura do ex-governador Beto Richa (PSDB) ao Senado seja negado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR). A procuradora Eloisa Helena Machado acatou o pedido da Coligação Paraná Decide que solicita a exclusão de Richa do rol de candidatos após ele ser preso no dia 11 de setembro, em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná.

Na ocasião, a coligação alegou que Richa havia demonstrado sinais de infidelidade à chapa ao autorizar que candidatos e integrantes de seu núcleo político participassem da campanha do candidato Ratinho Júnior (PSD).

Nas alegações finais, a procura Eloisa Helena Machado, que assina o parecer, afirmou que “embora o candidato tenha sido regularmente escolhido em convenção, causas supervenientes levaram a Coligação Paraná Decide a excluir a sua candidatura ao Senado”.

Ela ressalta ainda que pela impossibilidade da implementação de candidaturas avulsas, o “Requerimento de Registro de Candidatura de Carlos Alberto Richa merece ser indeferido”.

A procuradora também contestou a candidatura de Richa por conta da condenação em segunda instância em uma ação popular sobre as despesas de Beto Richa e Fernanda Richa em um hotel de luxo em Paris, numa viagem que não teve caráter oficial.

Por fim, Eloisa Helena também se manifestou favorável à impugnação proposta pelo candidato Roberto Requião, que citou 10 eventos em que Richa participou como convidado, mas não havia se desincompatibilizado de fato do cargo, tirando vantagem eleitoral da presença nos eventos. A procuradora considerou que isso “gera profundo desequilíbrio entre os candidatos ao mesmo cargo eletivo, o que é absolutamente intolerável à luz do princípio da máxima igualdade na disputa eleitoral”.

Em nota, a defesa de Beto Richa afirmou que “não teve acesso aos autos e, por isso, não irá comentar o assunto”.

Repórter William Bittar

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