Foto: Reprodução Facebook

Nas alegações finais do processo que investiga a morte da copeira Rosaira Miranda da Silva, o Ministério Público do Paraná defendeu que a Polícia Civil, Kátia das Graças Belo, deve ir a júri popular.

O pedido é assinado pelo Promotor de Justiça, Marcelo Balzer Correia, e pede ainda que a ré seja julgada pelo Tribunal Popular por homicídio doloso, com três qualificadores: motivo fútil, sem chance de defesa da vítima e ainda perigo comum.

Nas alegações finais, o Ministério Público afirma que o caso se trata de homicídio doloso, quando se assume o risco de matar. Além disso, Rosaira não teria tido chances de se defender, já que, segundo o promotor, foi atacada pelas costas, totalmente de surpresa.

O qualificador de “perigo comum” seria porque a denunciada atirou em direção a um local onde estavam várias pessoas, distraídas em uma confraternização, colocando em perigo a vida de todas elas.

O Ministério Público aponta o motivo fútil como terceiro qualificador do homicídio, pelo fato da investigadora ter atirado contra a festa ao ficar incomodada com o barulho que estaria vindo da confraternização. Nas alegações finais, o promotor classifica como “desprezível e altamente repugnante, superando os limites do tolerável” a conduta da policial.

As alegações finais trazem várias críticas à investigadora e defendem que a versão da acusada de que não tinha a intenção de atingir a vítima “chega a ser uma afronta a inteligência humana”, pois, segundo a promotoria, quem pega uma arma e dispara contra terceiros sabe dos riscos que isso gera.

Por fim, o promotor de justiça argumenta que há indícios suficientes para a sentença de pronúncia, ou seja, para que o caso vá a júri popular. Agora, restam as alegações finais dos assistentes de acusação e da defesa da ré, para então o juiz decidir se o caso vai a júri.

O crime ocorreu no dia 23 de dezembro, em um estacionamento, no centro cívico, durante uma festa de fim de ano da empresa onde rosaira trabalhava como copeira. Ela foi baleada na cabeça, chegou a ser levada para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Desde então a investigadora da policia civil está afastada das funções e faz apenas serviços administrativos na corporação.

Repórter Ana Krüger

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