Foto: Reprodução/MP

O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do promotor Marcelo Balzer Correa, reforçou à Justiça o pedido de revogação dos benefícios e a prisão preventiva do médico Raphael Suss Marques, acusado pela morte da namorada, a fisiculturista Renata Mugiatti, em setembro de 2015.

No documento protocolado na noite desta terça-feira (13), o promotor afirma que a liberdade do médico, que faltou a uma audiência do processo com uma justificativa falsa e foi flagrado em um torneio de poker, “além de fomentar e avalizar a fraude do monitorando, fomentará o descrédito na justiça e violência contra as mulheres”.

Nesta terça-feira também venceu o prazo para que a defesa de Suss Marques apresentasse justificativa ao pedido de revogação dos benefícios e prisão preventiva, após a revelação de que o acusado estava em uma casa de jogos de Curitiba no mesmo dia da audiência de instrução do caso envolvendo a morte de Renata.

Na ocasião, o promotor Marcelo Balzer pediu que fossem revogados os direitos de liberdade de Suss Marques, que já lhe foram concedidos duas vezes durante o processo em que o médico é réu.

O promotor conversou com a rádio CBN Curitiba e afirmou que o perfil de Suss Marques é de uma pessoa que não respeita nenhum limite da lei.

Imagens em uma mesa de poker e também das comandas do local comprovam, segundo o Ministério Público, que o médico participava de torneios enquanto acontecia a audiência, no dia 23 de janeiro.

O médico, que é acusado de matar a namorada e depois jogar o corpo pela janela do 31º andar do prédio onde morava, no Centro de Curitiba, em setembro de 2015, está em liberdade desde agosto de 2017 com monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Segundo o MPPR, como medida para que o réu permanecesse em liberdade estava a obrigatoriedade de comparecimento “a todos os atos do processo, bem como a proibição de frequentar bares e similares”.

O advogado que representa a família de Mugiatti, Cláudio Dalledone, ressaltou que Suss Marques não pode ter um tratamento diferenciado de outras pessoas que são presas por crimes menores do que o cometido por ele.

No primeiro pedido de revogação dos benefícios, apresentado no dia 06 de fevereiro, o Ministério Público do Paraná frisou que “na primeira vez em que foi colocado em liberdade” Suss Marques agrediu uma mulher e agora “desfere um tapa na cara da justiça, desmoralizando-a perante a sociedade”.

A CBN Curitiba tenta contato com a defesa do réu, mas ainda não obteve retorno.

Repórter William Bittar