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O Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Justiça Federal do Paraná (JF) uma autorização para enviar um pedido ao Líbano para localizar Luiz Abi Antoun, primo do ex-governador Beto Richa e réu na Operação Integração – braço da Operação Lava Jato. O pedido de expedição de carta rogatória ou de auxílio direto foi protocolado no último dia 13 de maio.

O MPF afirma que até agora não dispõe sobre informações do paradeiro de Luiz Abi, apenas que ele teria ido ao Líbano para tratamento de saúde em setembro, sem informar o endereço.

Em março, o juiz federal Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba, aceitou a denúncia contra o primo de Richa por organização criminosa e corrupção passiva no âmbito da Operação Integração. A denúncia foi apresentada pelo MPF em separado justamente porque o acusado estaria no Líbano. Os procuradores da Lava Jato sustentam que Luiz Abi “fugiu para República do Líbano” e não há notícias quanto ao seu retorno.

Procurada pela reportagem, a defesa de Luiz Abi afirmou que a localização dele consta em um processo que tramita na 3ª Vara Criminal de Londrina e, portanto, ele não está foragido.

Luiz Abi é apontado pelo MPF como “operador financeiro” e “caixa geral” de propinas do ex-governador. Era dele a função de receber os valores indevidos pagos por intermédio de doações oficiais, simulando a prestação de serviços ao comitê de campanha de Richa.

A defesa do ex-governador nega qualquer envolvimento do tucano com as irregularidades.

A Operação Integração investiga o pagamento de propinas nos contratos para concessão de rodovias federais do Anel de Integração. Beto Richa é apontado como chefe do esquema e chegou a ser preso em janeiro, mas foi solto dias depois após determinação do Superior Tribunal de Justiça.

Repórter Francielly Azevedo