Foto: Reprodução/Agência Brasil
Terrazza Panorâmico

A força-tarefa da Operação Lava Jato do Ministério Público Federal (MPF) decidiu propor a suspensão da criação de uma fundação privada para gerir os R$ 2,5 bilhões pagos como multa pela Petrobras em função do esquema de corrupção na estatal. A fundação seria fomentada com dinheiro proveniente de um acordo entre a Petroleira e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O comunicado foi divulgado pelo MPF, nesta terça-feira (12), por meio de nota.

A decisão acontece depois de uma série de críticas de vários setores da sociedade em relação à criação do fundo. Entre os que se manifestaram contra estão políticos, advogados, juízes e até ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Petrobras havia fechado um acordo com o governo dos Estados Unidos, no qual 80% da multa seriam pagos no Brasil. A negociação foi conduzida pelos procuradores da Lava Jato.

Na nota, o MPF disse que “diante do debate social existente sobre o destino dos recursos, a força-tarefa está em diálogo com outros órgãos na busca de soluções ou alternativas que eventualmente se mostrem mais favoráveis para assegurar que os valores sejam usufruídos pela sociedade brasileira”.

Durante o período de análise, os valores que seriam pagos aos Estados Unidos pela Petrobras estão depositados em conta judicial vinculada à 13ª Vara Federal de Curitiba, com rendimento pela SELIC.

O acordo da Petrobras foi homologado pela juíza Gabriela Hardt, que substituiu o ex-juiz Sérgio Moro, temporariamente, na 13ª Vara Federal de Curitiba. A suspensão da criação do fundo precisa ser aceita pelo juiz Luiz Antônio Bonat, atual titular da 13ª Vara.

A juíza é a mesma que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Sila a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do sítio de Atibaia.

Repórter Francielly Azevedo