MPPR questiona Prefeitura sobre medidas de combate à Covid-19

MPPR questiona Prefeitura sobre medidas de combate à Covid-19
Foto: AEN

Atualizado às 13h20

Nesta segunda-feira (23), por meio da Promotoria de Justiça de Proteção à Saúde Pública de Curitiba, o Ministério Público do Paraná (MPPR) voltou a pedir que a Justiça analise o mérito da ação civil pública que questiona os métodos da Prefeitura de Curitiba para determinar os riscos da Covid-19.

De acordo com o documento, a matriz utilizada pela prefeitura para determinar o que abre e fecha na cidade durante a pandemia de coronavírus é ineficaz. A Promotoria pede o julgamento antecipado da questão.

Em nota, a Prefeitura de Curitiba informou que vai aguardar a manifestação da Justiça sobre o assunto.

Na última sexta-feira (20), a Prefeitura de Curitiba prorrogou por mais uma semana na capital a vigência da bandeira amarela, para efeitos das medidas de contenção à propagação do coronavírus.

Em Curitiba o número de casos ativos registrados nesta segunda-feira (23) é o maior registrado desde o início da pandemia. Segundo boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde nesta segunda-feira (23), Curitiba estava com 11.232 casos ativos. No início do mês de novembro o número de caso ativos era de 2,8 mil. O número corresponde às pessoas com potencial de transmissão do vírus.

Na última semana a Associação Médica do Paraná (AMP), e as entidades que integram os sistemas público e privado de assistência à saúde de Curitiba emitiram uma carta de alerta à população sobre o atual cenário da Covid-19, frente ao avanço da doença em Curitiba.

O Presidente da AMP, Nerlan Carvalho, alerta que o sistema de saúde público e privado passa por um momento grave com sobrecarga dos Pronto Atendimentos e com disponibilidade de leitos chegando ao seu limite.

Ele reforça que o principal motivo do avanço da doença foi o relaxamento no comportamento das pessoas.

Repórter Grasiani Jacomini


MPPR pede suspensão de debate sobre obras na orla de Matinhos

Covid-19 impacta regras nos condomínios