Foto: Marcos Santos/EBC
Terrazza Panorâmico

No Paraná, são 25 mil as mulheres que precisaram recorrer à Justiça e que hoje têm medidas protetivas, para restringir a aproximação do ex-companheiro após episódios de violência.

Em Curitiba, esse trabalho de acompanhamento é feito pela Patrulha Maria da Penha que atende 3.600 mulheres e parte delas passará a contar com uma nova ferramenta: um dispositivo de segurança com funcionamento similar ao de um botão do pânico.

A Justiça vai definir quem são as mulheres em situação de maior risco para que recebam o botão. Com ele, o acionamento que hoje é feito com uma ligação ao número 153 passará a acontecer por meio de único toque, conforme explica a inspetora da Guarda Municipal e coordenadora da Patrulha Maria da Penha, Cleusa Pereira.

Os dispositivos serão distribuídos em quinze cidades do estado, classificadas como prioritárias pela Coordenação da Política da Mulher. Aquelas que forem selecionadas serão cadastradas no sistema de monitoramento da Guarda, com o registro das informações dela e do agressor e então receberão o dispositivo de segurança.

Segundo a inspetora Cleusa Pereira, ainda não é possível dizer quantas mulheres vão ter acesso ao aparelho, já que os critérios ainda serão estabelecidos em um termo de convênio entre o estado e o município, mas ela relata que são pelo menos vinte os casos em que o dispositivo poderia auxiliar na proteção.

Conforme informações da Guarda Municipal só neste ano foram realizados mais de 2 mil acionamentos da patrulha Maria da Penha em Curitiba, com 1400 visitas realizadas e outras 600 de retorno. São seis a cada dia.

A coordenadora da Patrulha ainda destacou que os casos, quaisquer que sejam, devem ser denunciados.

Repórter Cristina Seciuk

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