Foto: Luiz Costa /SMCS
Terrazza Panorâmico

Entraram em circulação nesta semana 52 novos ônibus do transporte público da cidade. São coletivos que fazem parte de um acordo firmado em 2017 entre prefeitura e as empresas que administram as linhas urbanas. Na prática, aquele termo de ajuste pôs fim a uma série de ações judiciais que impediam a renovação da frota da cidade desde 2013

Desde que a gestão Rafael Greca e o Setransp chegaram a bom termo, as empresas compraram 117 ônibus novos, o que representa R$ 68 milhões em investimentos; investimentos esses que, apesar de previstos no contrato de concessão e na composição da tarifa técnica não foram feitos durante aqueles quatro anos por causa de alegações de que as projeções de passageiros feitas pelas Urbs eram superestimadas, fazendo com que o sistema operasse no vermelho.

Superado o entrave, com a previsão –também- de reequilíbrio financeiro do serviço, os ônibus em substituição àqueles que estavam com vida útil vencida continuam sendo entregues.

O cronograma prometido por meio do acordo era da entrega de pelo menos 150 coletivos zero por ano até 2020.

Dos 52 entregues nesta quinta (24), 33 são do tipo micro-ônibus e 19 do tipo comum. Todos são equipados com câmeras, mas por ora não há como fazer o acompanhamento das imagens. Sobre o monitoramento efetivo, Greca defendeu que haverá medidas para aumentar a segurança.

O fim da circulação de dinheiro em espécie nos coletivos é defendido pela gestão, inclusive com projeto de lei que tramita na Câmara. A proposta quer ampliar o uso do cartão transporte, o que é interpretado pelo sindicato dos trabalhadores como intenção de extinguir a função de cobrador, com risco de demissões em massa – o que é negado pela prefeitura.

Ainda sobre transporte, o prefeito Rafael Greca voltou a ser questionado sobre a chance de manutenção do subsídio para a rede municipal por parte do governo do estado. Segundo o prefeito, a resposta ainda não veio, assim como não mudou a certeza de uma alta na tarifa.

A falta do subsídio pode fazer subir em 29 centavos o custo de operação do sistema de acordo com Greca; valor que tem tudo para ser ainda maior a depender da data-base dos motoristas e cobradores que iniciaram nesta semana a campanha salarial. Ainda não se conhece o índice de reajuste a ser pedido, mas a crítica do prefeito já veio.

O reajuste do preço da passagem de ônibus de Curitiba é historicamente divulgado em fevereiro, mês de revisão do cálculo tarifário e da data-base dos funcionários das viações.

Repórter Cristina Seciuk