Foto: Twitter Dilma Rousseff

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou junto à Justiça uma autorização para que o petista vá ao velório e enterro do neto. Arthur Araújo Lula da Silva tinha sete anos e morreu, nesta sexta-feira (1º), vítima de uma meningite meningocócica. Arthur é filho de Marlene Araujo Lula da Silva e Sandro Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente.

O pedido dos advogados cita o artigo 120 da Lei de Execução, que define que  “os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semi-aberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão”.

A defesa se comprometeu a não divulgar qualquer informação relativa ao trajeto que Lula fará, caso seja liberado para ir ao enterro.

Por meio do Twitter, a presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, disse que o partido fará de tudo para que Lula possa ver o neto.

Também, por meio de nota, o Partido dos Trabalhadores, lamentou a morte e prestou solidariedade a Lula. Além disso, destacou que Lula tem o direito de compartilhar com seus familiares, o filho Sandro e a nora Marlene, o luto pela morte do pequeno Arthur.

No mês passado, o irmão de Lula, Genival Inácio da Silva, conhecido como Vavá, morreu aos 79 anos. Na ocasião, adefesa de Lula pediu autorização à Justiça para que o petista fosse ao velório. A resposta positiva, do ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), veio quando a cerimônia estava em seu fim. Dessa maneira, Lula se recusou a deixar a cela na PF.

Lula está preso na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, desde o dia sete de abril do ano passado. Ele cumpre pena de 12 anos e um mês por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.

Repórter Francielly Azevedo