Foto: Divulgação/São Paulo
Terrazza Panorâmico

Quatro testemunhas foram ouvidas nesta terça-feira (6) na Delegacia de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, nas investigações sobre a morte do jogador Daniel Corrêa Freitas, de 24 anos. Elas estavam na casa de Edison Brittes, autor confesso do crime, e todas disseram a mesma coisa, que não ouviram gritos de socorro e nenhum barulho de arrombamento de porta, o que desconstruiria a versão dada pela família Brittes, de que o atleta morreu após ser flagrado tentando estuprar a mulher de Edison.

A afirmação é do delegado Amadeu Trevisan, responsável pelas investigações. Ele explica que as próprias testemunhas estão derrubando as declarações da família. Trevisan explica que Edison Brittes, Cristiana Brittes, esposa de Edison, e Allana Brittes, filha do casal, mudaram a versão dos fatos a partir do momento que uma testemunha procurou a polícia.

Nas palavras do delegado, Edison pode mesmo ter flagrado Daniel na cama de Cristiana, mas não presenciou uma tentativa de estupro e sim, perdeu o controle devido ao estado de embriaguez.

Para Trevisan, Daniel entrou no quarto e fez as fotos para se “gabar” com os amigos.

O delegado voltou a afirmar que a família Brittes coagiu testemunhas para que criassem um álibi de que Daniel teria saído da casa sozinho.

Amadeu Trevisan já revelou que fará o indiciamento de seis pessoas por homicídio qualificado. Além de Edison, Cristiana e Allana Brittes, três jovens que ajudaram a agredir Daniel e levar o corpo do jogador para uma zona rural do município, também serão indiciados.

Cristiana e Allana Brittes prestaram depoimento na segunda-feira (5). Já Edison deve ser ouvido ainda na manhã desta quarta-feira (7).

Repórter William Bittar