Foto: Karina Bernardi
Terrazza Panorâmico

O ato, organizado pela Vigília Lula Livre, foi na manhã deste domingo e reuniu milhares de pessoas nas imediações da Polícia Federal, no bairro Santa Cândida, onde o ex-presidente Lula está preso há um ano. Segundo a Polícia Militar, a manifestação reuniu 3 mil pessoas, já os organizadores falaram em 10 mil.

Os manifestantes se concentraram na Avenida Paraná, no terminal do Boa Vista, por volta das 7 horas da manhã. De lá saíram em caminhada até a superintendência da Polícia Federal. No caminho, gritaram palavras de ordem que pediam a liberdade do ex-presidente.

Um forte esquema de segurança foi montado pela Polícia Militar, atendendo a uma recomendação do Tribunal de Justiça do Paraná. Na rua que dá acesso à Polícia Federal, na esquina da Rua João Gbur com a Sandalia Monzon, todos que chegavam tiveram que passar por uma revista pessoal. O major Eleandro Azevedo, porta-voz da Polícia Militar na operação que foi montada para o ato, explicou que a revista individual era necessária para garantir a segurança.

De acordo com o presidente estadual do PT, Dr Rosinha, o reforço na segurança foi feito para atender aos termos do interdito proibitório, que desde o ano passado impede as manifestações nas ruas e calçadas na região da Polícia Federal. Porém, na avaliação dele, a revista das pessoas que chegavam ao ato foi uma ação exagerada.

Com a chegada dos manifestantes que faziam a caminhada, a Polícia Militar acabou liberando a entrada de todos, sem a necessidade de revista pessoal. O ato de apoio ao ex-presidente começou por volta das 9 e meia da manhã, com a presença de políticos, representantes de movimentos sociais e artistas, que vieram de várias partes do país. A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann também esteve presente, ao lado de Fernando Haddad, que foi candidato à Presidência da República pelo partido no ano passado.

De Curitiba, Karina Bernardi