Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O coordenador da Força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná, procurador Deltan Dallagnol, se manifestou nas redes sociais neste domingo (1º) sobre o julgamento do mérito do habeas corpus que pode definir a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O habeas corpus foi impetrado pela defesa de Lula e será julgado na próxima quarta-feira, dia 4 de abril, pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O objetivo dos advogados do ex-presidente é evitar que ele seja preso antes de esgotar todas as possibilidades de recursos na Justiça. Ele foi condenado a 12 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo que ficou conhecido como o do tríplex do Guarujá.

A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, na semana passada, acatou parcialmente os embargos de declaração do ex-presidente Lula, após a condenação em segunda instância. Apenas um dos pedidos da defesa foi acatado, referente a um erro na denominação da construtora OAS. Isto não modificou a decisão proferida pelo tribunal no dia 24 de janeiro deste ano.

No Twitter, Deltan Dallagnol publicou o seguinte: “Quarta-feira é o dia D da luta contra a corrupção na #LavaJato. Uma derrota significará que a maior parte dos corruptos de diferentes partidos, por todo país, jamais serão responsabilizados, na Lava Jato e além. O cenário não é bom. Estarei em jejum, oração e torcendo pelo país”.

O procurador ainda escreveu: “Quem acha que nosso alvo é colocar pessoas na cadeia erra o ponto. Trabalhamos para reduzir a corrupção e o sofrimento que ela gera: doenças, mortes, fome, desigualdade. É uma questão de justiça social e de realização de direitos humanos. Agora, isso passa pela redução da impunidade”.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, já se pronunciou a favor da manutenção da atual jurisprudência do STF, que autoriza a prisão após condenação em segunda instância.

Repórter Joyce Carvalho

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