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Foto: Gustavo Pontes
Terrazza Panorâmico

Para agilizar e ampliar o sistema de coleta e transporte de órgãos no Paraná, foi instituída uma comissão que avalia a troca das aeronaves que são utilizadas na captação das doações. O grupo de trabalho, formado por servidores da Casa Militar e Secretaria de Estado da Saúde, elabora um relatório que dará base ao edital de compra de um avião mais moderno.

Entre 2011 e 2018 houve aumento de 208% na demanda da Central Estadual de Transplantes, mas nenhuma aeronave foi adquirida nesse período.

O Estado é referência no país na captação e transplante de órgãos. Até o final de setembro deste ano foram realizados 1.257 procedimentos e mais de 90 voos foram realizados para essa finalidade.

O volume de captação poderia ser maior se as aeronaves disponíveis tivessem maior capacidade de voo. Os aviões que realizam esse serviço atualmente têm mais de 35 anos de uso, voam em baixa velocidade e altitude e têm severas restrições em relação ao clima. Segundo a médica Arlene Badoch, coordenadora da Central Estadual de Transplantes, o reforço do serviço de transporte é fundamental para ampliar o número de atendimentos.

As aeronaves

A orientação técnica para o serviço é pelo uso de um bimotor turboélice, que permita voos acima de 29 mil pés, com velocidade acima de 500 quilômetros por hora, o dobro das atuais aeronaves, e que tenha capacidade para atravessar grandes linhas de instabilidade climática, típicas das frentes frias que atingem o Paraná. Segundo o major Welby Pereira Sales, chefe da Casa Militar, isso reduziria em 50% os tempos de voo entre os aeroportos, aumentaria a capacidade de realizar eventuais desvios meteorológicos e a eficácia no processo. O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, afirmou que o esforço da administração estadual é para cada vez mais ampliar a capacidade da rede de doação e transplante de órgãos.

Até 2011 todos os transportes de órgãos eram feitos apenas por via terrestre. O convênio firmado naquele ano entre a Seção de Transporte Aéreo da Casa Militar a a Central Estadual de Transplantes trouxe inúmeros benefícios para o sistema estadual, entre eles o aumento na capacidade de captações e salvamento de vidas, rapidez e tempo de resposta da equipe multidisciplinar envolvida. Outro aspecto é a menor incidência de atrasos na liberação dos corpos dos doadores.

Plano Estadual de Doação e Transplantes

O Paraná foi o primeiro Estado do Brasil a concluir e aprovar um Plano Estadual de Doação e Transplantes, com planejamento até 2022. A Central Estadual de Transplantes fica em Curitiba, mas há quatro Organizações de Procura de Órgãos, na capital, Londrina, Maringá e Cascavel. Estes centros trabalham na orientação e capacitação das equipes distribuídas em 67 hospitais do Paraná. Ao todo são cerca de 700 profissionais envolvidos em toda a operação