Foto: Itaipu Binacional
Terrazza Panorâmico

Em agenda nesta quinta-feira (1), em Curitiba, o diretor-presidente da Itaipu Binacional, general Joaquim Silva e Luna, comentou o impasse entre o governo brasileiro e o governo paraguaio envolvendo a hidrelétrica, gerida pelos dois países.

Em um acordo firmado em maio entre as duas nações, o Paraguai se compromete a aumentar o consumo de energia gradualmente, até 2022. O acordo gerou revolta em muitos paraguaios que consideraram o acordo “uma entrega de soberania energética” ao governo de Jair Bolsonaro, uma vez que 90% da energia no país vizinho vêm da Itaipu.

O diretor-presidente da Itaipu Binacional afirmou que o problema diplomático deve ser resolvido e que dentro da hidrelétrica o relacionamento é até “amigável”.

A afirmação aconteceu durante a assinatura do convênio para dar início à construção da segunda ponte ligando o Brasil ao Paraguai, em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná.

Na ocasião, o governador do estado, Ratinho Júnior, afirmou que a nova ponte deve ser inaugurada até o segundo semestre de 2022. O projeto será financiado pela Itaipu Binacional e o Estado fará a gestão da obra.

Serão gastos mais de R$ 456 milhões na construção da nova ponte e todo o valor será bancado pela Itaipu Binacional com a promessa de que não haverá aumento da tarifa da energia elétrica produzida pela hidrelétrica.

Repórter William Bittar