Foto: Agência Senado
Terrazza Panorâmico

O Ciclo da Madeira aconteceu entre os séculos XIX e XX . Nessa época, as florestas começaram a ser derrubadas para a venda de troncos. A matéria-prima era extraída primeiramente do litoral.

Com a ligação rodoviária e ferroviária entre o planalto e a região litorânea foi que a floresta de Araucária passou a ser explorada como uma atividade econômica, como explica o coordenador Estadual de Produção Vegetal do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural, Amauri Ferreira Pinto.

O novo ciclo atraiu os ingleses, que organizaram o povoamento das áreas desmatadas. Vieram milhares de agricultores da Itália, Alemanha, Ucrânia, Suíça, Rússia, Japão e Polônia.

O Ciclo da Madeira impulsionou ainda mais a economia paranaense, que até então era dominada pela Erva-Mate.

De lá para cá a derrubada de árvores mudou. Atualmente, a matéria-prima é plantada e as florestas nativas preservadas.

Uma das empresas que se destaca neste setor é a Berneck, com sede em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, que atua desde 1952. Os produtos feitos por ela são destinados à indústria de móveis, construção civil, automotiva, eletrônica, embalagens e papel para o Brasil e exterior.

De acordo com a Indústria Brasileira de Árvores, as exportações dos principais produtos da floresta, como a celulose, somaram quase 10,7 bilhões de dólares em 2018. Foi o melhor ano de exportação da história do setor.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose do Paraná, Rui Brandt, o plantio de árvores é de extrema importância para o estado.