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O início do processo de industrialização paranaense foi focado na manufatura da erva-mate, principal atividade do Estado ao longo do século XIX (19). Foi quando o Paraná ganhou mais importância e deixou de ser comarca de São Paulo em 1853, de acordo com o historiador Renato Mocelin.

A atividade ervateira chegou a representar 85% da economia paranaense da época. Com isso, desenvolveu-se a navegação fluvial nos rios Iguaçu e Paraná e construiu-se a ligação entre Curitiba e o litoral com a Estrada da Graciosa e a Ferrovia Paranaguá/Curitiba.

Entre as primeiras indústrias que surgiram está a Moinhos Unidos Brasil Mate Sociedade Anônima, fundada em 1834, que viria a se tornar a Mate Real. A empresa familiar, que fica em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, funciona até hoje e tem o orgulho de ser a indústria mais antiga em atividade no Brasil.

O Paraná tem ainda a cidade de Cruz Machado, na região sul, que é a maior produtora de erva-mate do mundo. Por ano, são produzidas 89 milhões de quilos do produto.

A utilização mais comum da erva-mate é como chimarrão, mas também pode ser consumida como chá e utilizada para produção de cosméticos.

Segundo Cleacir Dallagnol, gerente regional do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural de União da Vitória, a cidade possui oito ervateiras.