Odebrecht deixa a carceragem da PF. Foto: Lucian Pichetti

A Polícia Federal (PF) cumpre seis mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão, nesta sexta-feira (6), em uma operação com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que fraudava os cofres públicos por meio de fraudes em benefícios do INSS. As fraudes chegam a R$ 2 milhões até o momento.

Os mandados são cumpridos em Curitiba, São José dos Pinhais, Cascavel e Marechal Cândido Rondon, no Paraná, e em Bombinhas, em Santa Catarina. O mandado de prisão é relacionado a outra investigação em crime de moeda falsa.

As investigações começaram no ano passado, após a suspeita de um recebimento indevido de pensão por morte. A Polícia Federal descobriu que nem o viúvo que recebeu o benefício, nem a suposta esposa morta, existiam.

A partir daí, foi identificado um sofisticado sistema de criação de pessoas fictícias, criação de pessoas jurídicas em nome de pessoas fictícias, falsificação de documentos públicos, abertura de contas bancárias, aquisição de financiamentos de veículos em nome de pessoas fictícias, entre outras práticas criminosas.

As diversas pessoas físicas e jurídicas criadas pela organização eram utilizadas para dificultar o rastreamento dos verdadeiros criminosos.

Foram analisados centenas de registros financeiros dessas pessoas que não existem, o que auxiliou a Policia Federal na identificação dos integrantes da organização.

Policiais federais acompanharam por alguns meses a quadrilha, identificando os locais onde eram realizados os saques, além de outros integrantes da organização.

Foram alvo quatro benefícios indevidos que começaram a ser recebidos entre os anos de 2008 e 2009 e que eram recebidos até hoje. Os benefícios fraudados eram os do limite do INSS, R$ 5.645,00, por mês.

Ainda foram identificadas diversas empresas de fachada criadas e mantidas pelos integrantes da organização para movimentar os valores obtidos através das fraudes no INSS.

Com a operação, foram suspensos os benefícios obtidos mediante fraude, o bloqueio de ativos de seis pessoas físicas relacionadas direta ou indiretamente às fraudes, restrição de transferência de veículos. Além do bloqueio dos ativos de aproximadamente 20 pessoas físicas fictícias e empresas de fachada, assim como a indisponibilidade de outros bens e valores sob guarda, depósito ou administração de instituições financeiras no Brasil.

Repórter William Bittar