Foto: Reprodução Facebook

De acordo com a Polícia Federal, gestores e empresas se uniram para fraudar licitações e contratos e desviar cerca de R$ 5,7 milhões da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, no campus de Cornélio Procópio, no norte do estado, e que é mantida pelo governo federal.

A Operação 14 Bis, deflagrada na manhã desta terça-feira (13), acontece em parceria entre a Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF), a Controladoria Geral da União (CGU) e a Receita Federal (RF). O nome da operação é uma alusão à empresa criada para facilitar os desvios.

Cerca de 90 policiais e servidores da CGU e da Receita Federal cumprem os 20 mandados de prisão temporária e os 26 mandados de busca e apreensão, além das ordens judiciais de sequestro e de indisponibilidade de bens. Os mandados são cumpridos em Uraí, Cornélio Procópio, Nova América da Colina e Maringá.

As investigações apontaram irregularidades graves em contratos celebrados entre a UTFPR e empresas que prestaram serviços de manutenção predial, manutenção de ar-condicionado, manutenção de veículos, fornecimento de materiais de construção e serviços de reprografia.

Conforme a polícia há a suspeita de obtenção de informação privilegiada, formação de grupo econômico, uso de documento potencialmente falso ou insuficiente para atestado de capacidade técnica, pagamentos superiores aos valores contratados, superfaturamento, sobrepreço, frustração de concorrência, suspeita de pagamento de materiais não recebidos ou desviados, entre outras irregularidades.

Segundo a Polícia Federal, a UTFPR recebeu denúncia sobre esses fatos apurados na operação e já adotou medidas em âmbito administrativo, como, por exemplo, a realização de auditorias conduzidas pela unidade de Auditoria Interna, além da demissão, mediante Processos Administrativos Disciplinares, de dois servidores envolvidos nas fraudes.

Os presos devem ser conduzidos à Delegacia de Polícia Federal em Londrina, onde permanecerão à disposição da Justiça.

Os suspeitos podem responder pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, crimes contra o processo licitatório, sem prejuízo de outras implicações penais a serem constatadas.

Uma coletiva de imprensa será feita às 10h30, na Delegacia de Polícia Federal de Londrina, onde serão dadas mais informações sobre a operação.

 

Repórter William Bittar

Deixe seu comentário